quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Você está na experiência que precisa viver!

A matemática do Universo é perfeita, nada poderia ter acontecido diferente do que aconteceu na sua vida…

Tudo está no seu devido lugar... Todo o movimento da vida é no sentido da proteção… não perca tempo classificando, comparando ou julgando os acontecimentos. Tudo é bom, tudo vai conduzir você a um novo estágio na sua evolução  –  esse é o objetivo final.
Embora neste momento a sua compreensão não seja exatamente esta, silencie e espere… o tempo se encarregará de lhe mostrar que tudo que nos acontece é útil e necessário… tudo é criação divina… tudo é perfeito do jeito que é!
A mudança assusta, traz desconforto, mas ela é inevitável, faz parte da dinâmica da vida. Assim como não se pode conter as águas de um rio, da mesma forma não se pode conter a evolução humana… temos que seguir em frente…sempre!
É nossa sina caminhar na direção do desconhecido…Quando a gente pensa que chegou, descobre que é preciso ir além… Uma estrada  termina, outra começa. O surpreendente nesta viagem é que nenhuma experiência se perde, tudo nos é acrescentado…ficamos mais e mais  enriquecidos com tudo aquilo que vivemos, seja alegria ou tristeza, dor ou contentamento… A imensidão da vida estará sempre à nossa frente, pronta para ser vivida, quantas vezes forem necessárias…
Estar vivo é magnífico!
A aceitação lhe permite esta descoberta. Se você cria resistência ou aversão a um acontecimento, transformará sua passagem pela Terra num tormento, e não poderá desfrutar da existência que chega a você todo dia gratuitamente… Perceba a quietude das árvores...tudo na natureza é "aceitação". Por aqui não há nenhuma resistência, nenhuma aversão... A confiança no Universo é absoluta.
Tudo que nos é dado, faz parte do aprendizado. Muitas vezes não estamos preparados para perceber este ensinamento, com o tempo as coisas vão ficando mais claras e o nosso coração mais aliviado. Há momentos de angustias, desânimos e revoltas. Aí, nos voltamos para dentro, buscamos estabelecer uma conexão com a centelha divina em nós e lá está a resposta. ELE é o PAI perfeito que nos ama e todos os dias nos dá sinais de que está tudo caminhando conforme nosso merecimento e necessidade para o crescimento espiritual."Você está na Experiência que Precisa Viver..." Então aproveite, este é o seu momento de crescer...

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Eu quero apenas um aluno: o Coração

Havia um Mestre que tinha centenas de seguidores e discípulos. O Mestre sempre oferecia discursos em diferentes lugares – igrejas, sinagogas, templos, escolas e universidades. Sempre que era convidado, e sempre que seus discípulos encontravam oportunidades, ele proferia palestras.

Ele deu palestras para crianças e adultos. Deu palestras para estudantes universitários e para donas de casa. Algumas vezes, proferiu palestras perante estudiosos e os mais avançados buscadores. E assim foi por cerca de vinte anos.

Finalmente, chegou o dia em que o Mestre decidiu descontinuar suas palestras. Ele disse aos discípulos: “Basta! Fiz isso durante muitos anos. Agora, não darei mais palestras. Apenas silêncio. Manterei silêncio.”Durante cerca de dez anos, o Mestre não deu mais palestras. Manteve silêncio em seu ashram e em todo lugar. Ele havia respondido milhares de perguntas, mas agora, nem sequer meditava em público. Passados dez anos, seus discípulos lhe rogaram que retomasse seu antigo costume de dar palestras, responder perguntas e conduzir meditações públicas. Todos pediram, e ele por fim consentiu.

Imediatamente, seus discípulos organizaram eventos em muitos lugares. Colocaram anúncios em jornais e cartazes por toda parte, anunciando que seu Mestre iria proferir palestras novamente e conduzir elevadas meditações para o público. O Mestre ia a esses lugares com alguns de seus discípulos favoritos, que eram os mais devotados e dedicados. Centenas de pessoas se juntavam para ouvir o Mestre e ter suas perguntas respondidas. Mas, para a grande surpresa de todos, o Mestre não dizia coisa alguma.  Do início ao fim dos encontros, por duas horas, ele mantinha silêncio. Alguns dos buscadores na audiência ficavam i
ncomodados.  Muitos criticavam   impiedosamente  o  Mestre e deixavam os discípulos envergonhados, dizendo: “Seu Mestre é um mentiroso. Como vocês justificam colocar anúncios no jornal dizendo que seu Mestre vai dar uma palestra, responder perguntas e conduzir meditação? Ele só faz a meditação e nós não aprendemos coisa alguma com ela. Quem consegue meditar por duas ou três horas? Ele está fazendo a gente de bobo, e se passando por tolo.” Alguns discípulos próximos ficaram muito perturbados. Sentiam-se tristes porque seu Mestre era insultado e criticado. Rogavam ao Mestre para que desse apenas uma curta palestra e respondesse umas poucas perguntas ao final da meditação. Por fim, o Mestre aquiesceu. Na ocasião seguinte, o Mestre não exatamente se esqueceu de que havia concordado, mas mudou de idéia. Em vez de duas, ficou meditando durante quatro horas. Até seus discípulos mais próximos ficaram tristes, já que não podiam zangar-se com o Mestre, pois é um séria falta kármica zangar-se com o próprio Mestre. Todavia, ficaram com medo de que alguém na audiência se levantasse e insultasse o Mestre. Em suas mentes, prepararam-se para proteger o Mestre caso ocorresse alguma calamidade.

Quando quatro horas haviam se passado sem sinal de que o Mestre falaria ou encerraria o encontro, um dos seus discípulos mais próximos levantou-se e disse, “Mestre, por favor, não se esqueça da sua promessa.”O Mestre respondeu imediatamente: “Minha promessa, sim. Eu lhes prometi, e então é meu dever oferecer uma palestra. Hoje, minha palestra será muito curta. Quero dizer que dei centenas de palestras, milhares de palestras. Mas, quem ouviu minhas palestras? Milhares de olhos e milhares de ouvidos. Meus alunos eram os olhos e ouvidos das platéias – milhares e milhares de olhos e ouvidos. Mas falhei em ensinar-lhes qualquer coisa. Agora, quero ter um tipo diferente de aluno. Meus novos alunos serão os corações.

“Ofereci mensagens em milhares de lugares. Essas mensagens entraram por um ouvido e saíram pelo outro, todas no mais curto espaço de tempo. E o povo me viu dar palestras e responder perguntas. Apenas por um breve segundo, seus olhos percebiam algo em mim e, então, tudo se perdia. Enquanto eu falava sobre Verdade, Luz, Paz e Beatitude sublimes, os ouvidos não podiam captá-las porque já estavam cheios de rumores, dúvida, inveja, insegurança e impureza, coisas acumuladas durante muitos anos. Os ouvidos estavam totalmente poluídos e não receberam minha mensagem. E os olhos não receberam minha Verdade, Paz, Luz e Beatitude, porque viam tudo ao modo deles. Quando os olhos humanos vêem algo belo, imediatamente começam a comparar. Dizem, 'Como ele pode ser lindo, seu discurso ser lindo, suas perguntas e respostas serem lindas? Por que eu não posso ser assim?' E, de pronto, chega a inveja. O olho humano e o ouvido humano ambos respondem através da inveja. Se o ouvido escuta algo bom sobre alguém, imediatamente a inveja chega. Se o olho vê alguém belo, imediatamente a pessoa sente inveja.

“Os ouvidos e olhos cumpriram seus papéis. Provaram ser alunos não-divinos, e não pude ensinar-lhes. Seu progresso foi totalmente insatisfatório. Agora, quero novos alunos e tenho novos alunos. Esses alunos são os corações, onde a unicidade crescerá – unicidade com a Verdade, unicidade com a Luz, unicidade com a beleza interior, unicidade com o que Deus tem e com o que Deus é. É o aluno coração que tem a capacidade de se identificar com a Sabedoria, Luz e Beatitude do Mestre. E, quando ele se identifica com o Mestre, descobre a sua própria realidade: Verdade, Paz, Luz e Beatitude infinitas. O coração é o verdadeiro ouvinte, o verdadeiro observador; ele é o verdadeiro aluno que se torna um com o Mestre, com a visão, com a realização e com a Luz eterna do Mestre. De agora em diante, o coração será meu único aluno.”