terça-feira, 9 de janeiro de 2018

HO´OPONOPONO

Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta, no Havaí, que curou um pavilhão inteiro de pacientes criminais insanos sem sequer ver nenhum deles. O psicólogo estudava a ficha do preso e, em seguida, olhava para dentro de si mesmo a fim de ver como ele havia criado a enfermidade dessa pessoa. À medida que ele melhorava o paciente também melhorava. A primeira vez que ouvi a história, pensei tratar-se de uma lenda urbana. Como podia alguém curar a outro, somente através de curar a si mesmo? Como podia, ainda que fosse o mestre de maior poder de auto cura, curar a alguém criminalmente insano? Não tinha sentido, não era lógico, de modo que descartei essa historia. Entretanto, escutei-a novamente, um ano depois. Soube que o terapeuta havia usado um processo havaiano de cura chamado "ho'oponopono". Nunca ouvira falar dele, no entanto, não conseguia tirá-lo de minha mente. Se a história era realmente verdadeira, eu tinha que saber mais. Sempre soubera que total responsabilidade significava que "eu sou responsável pelo que penso e faço". O que estiver além, está fora de minhas mãos.
Acho que a maior parte das pessoas pensa o mesmo sobre a responsabilidade. Somos responsáveis pelo que fazemos e não pelo que fazem os outros. Mas isso está errado. O terapeuta havaiano que curou essas pessoas mentalmente enfermas me ensinou uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade. Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len. Passamos provavelmente uma hora falando em nossa primeira conversa telefônica. Ele explicou-me que havia trabalhado no Hospital Estatal do Havaí durante quatro anos. O pavilhão onde encerravam os loucos criminais era perigoso. Em regra geral, os psicólogos se demitiam após um mês de trabalho ali. A maior parte do pessoal do hospital ficava doente ou se demitia. As pessoas que passavam por aquele pavilhão simplesmente  caminhavam com as costas coladas à parede com medo de serem atacadas pelos pacientes. Não era um lugar bom para viver. Nem para trabalhar, nem para visitar.
O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes. Assinou um acordo para ter uma sala no hospital e revisar os prontuários médicos. Enquanto lia os prontuários médicos, ele trabalhava sobre si mesmo. Enquanto trabalha sobre si mesmo, os pacientes começaram a curar-se. "Depois de poucos meses, os pacientes que estavam acorrentados receberam a permissão para caminharem livremente", me disse. "Outros, que tinham que ficar fortemente medicados, começaram a ter sua medicação reduzida. E aqueles que não tinham jamais qualquer possibilidade de serem libertados, receberam alta". Eu estava assombrado. "Não foi somente isso", continuou, "até o pessoal começou a gostar de ir trabalhar. O absenteísmo e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminamos com mais pessoal do que necessitávamos porque os pacientes eram liberados e todo o pessoal vinha trabalhar. Hoje, aquele pavilhão do hospital está fechado”. Foi nesse momento que eu tive que fazer a pergunta de um milhão de dólares: 
“- Oque foi que o senhor fez a si mesmo para ocasionar tal mudança nessas pessoas?” 
“- Eu simplesmente estava curando aquela parte em mim que os havia criado”, disse ele. 
Não entendi. O Dr. Len explicou-se, então, que entendia que a total responsabilidade por nossa vida implica em tudo o que está na nossa vida, pelo simples fato de estar em nossa vida e ser essa razão, de nossa responsabilidade. Num sentido literal, o mundo todo é criação nossa. Uau!
Mas isso é duro de engolir. Ser responsável pelo que digo e faço é uma coisa, mas ser responsável pelo que diz e faz outra pessoa que está na minha vida é muito diferente. Apesar disso, a verdade é essa: se você assume completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você olha, escuta, saboreia, toca ou experimente de qualquer forma é sua responsabilidade, por que está em sua vida. Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, economia ou qualquer coisa que você experimenta e não gosta está ali para que você cure. Tudo isso não existe, em realidade, exceto como projeções que saem do seu interior. O problema não está “neles”, está em você, e, para mudá-lo, você é quem tem que mudar.
Sei que isso pode parecer difícil de entender, mais ainda de aceitar, ou realmente vivenciar. Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir total responsabilidade, mas, enquanto conversava com o Dr. Len, comecei a compreender essa cura dele e que ho'oponopono significa amar-se a si mesmo. Se você deseja melhorar a sua vida, deve curar a sua vida. Se você deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz curando a si mesmo.
Perguntei ao Dr. Len como ele curava a si mesmo. O que era exatamente que ele fazia, quando olhava os prontuários daqueles pacientes. 
“Eu, simplesmente permanecia dizendo 'Eu sinto muito' e 'Te amo', uma vez após outra”, explicou-me.
“Só isso?” 
“Só isso! Acontece que amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e à medida que você melhora a si mesmo, melhora o mundo”. 
Permita-me, agora dar um rápido exemplo de como isto funciona. 
Um dia, alguém me enviou um email que me desequilibrou.
No passado, eu teria reagido trabalhando meus aspectos emocionais tórridos ou tentando argumentar coma pessoa que me enviara aquela mensagem detestável. Mas, desta vez, eu decidi testar o método do Dr. Len. Comecei a pronunciar,em silêncio, “Sinto muito” e “Te amo”. Não dizia isto para alguém em particular. Ficava simplesmente invocando o “espírito do amor”, para que ele curasse dentro de mimo que estava criando aquela circunstância externa. Depois de uma hora, recebi um email, da mesma pessoa, desculpando-se pela mensagem que me enviara. Observe que eu não realizei qualquer ação externa para receber tal desculpa. Eu nem sequer respondi aquela mensagem. Não obstante, somente repetindo “Sinto muito” e “Te amo”, de alguma maneira curei dentro de mim aquilo que criara naquela pessoa.
Posteriormente, participei de uma oficina sobre o ho'oponopono, ministrada pelo Dr. Len. Ele tem agora, 70 anos de idade e é considerado um “xamã avô” e é um pouco solitário. Elogiou meu livro “O Fator de Atração” (The Attractor Factor). Disse-me que, à medida que eu melhorar a mim mesmo, a vibração do meu livro aumentará e todos sentirão o mesmo quando lerem. Resumindo, na medida em que eu melhorar,meus leitores também melhorarão. 
“E o que acontecerá com os livros que eu já vendi e que saíram de mim?”, perguntei.
“Eles não saíram”, explicou ele tocando minha mente mais uma vez, com sua sabedoria, sua sabedoria mística. “Eles ainda estão dentro de você. Porque nada está do lado de fora”.
Seria necessário um livro inteiro para explicar essa técnica avançada com a profundidade que ela merece. “Basta, apenas, dizer que, quando você quer ou deseja melhorar qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor”. Mas, aprendi que basta apenas o “querer” em nossa vida para curar e que existe somente um lugar onde procurar a cura:Dentro de si. “Para curar, basta amor”.
Para cada um e todos: “SINTO MUITO!” “TE AMO!”


‘‘Não é preciso crer nas coisas, basta amá-las.
Amar é muito mais do que crer. ’’ Raul de Leoni

domingo, 10 de setembro de 2017

O Pote Rachado

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessado em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura. Enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe, o outro chegava apenas com a metade da água.
Foi assim por dois anos, diariamente: o carregador entregando um pote e meio de água na casa do chefe. Claro que o pote estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas metade do que ele havia designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem, um dia a beira do poço:
- Estou envergonhado e quero pedir-lhe desculpas.
- Por que? perguntou o homem
- De que você esta envergonhado?
- Nestes dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade de minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor...
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão, falou:
- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho. De fato, a medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao longo do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao final da estrada, o pote rachado ainda se sentia mal porque tinha a metade e de novo, pediu desculpas ao homem por sua falha.
Disse, então, o homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho só havia flores do seu lado? Eu, ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele e lancei sementes de flores no seu caminho. E cada dia, enquanto voltávamos do
poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça a sua casa.
"Cada um de nós temos os nossos "defeitos", todos nós somos potes rachados". Porém se permitirmos, podemos usar estes nossos defeitos para embelezar as nossas vidas. Nunca devemos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas podemos tirar forças.
Lembre-se sempre:

NUNCA TE JULGUES INÚTIL, DEUS TE FEZ SEM CÓPIA.
.
Para Refletir
Quantas vezes nos achamos imperfeitos ou incapazes para desempenharmos determinada tarefa ? Ante esses questionamentos, devemos lembrar sempre que temos as ferramentas necessárias e que
somos o que precisamos para desenvolver a bom termo essa escalada evolutiva chamada vida.

sábado, 12 de agosto de 2017

"EU É QUE FIZ ISSO" - (I Reis 12:24 - Jó 12:9)

Meu filho:
Tudo quanto te afeta me interessa também. 
"Aquele que tocar em ti, toca na menina dos meus olhos". (Zac. 2:8)
"És muito precioso para mim, por isso agrada-me educar-te e disciplinar-te para que te tornes perfeito" (S. João 14:26; Heb. 12:5-7)
"Quando o inimigo aparecer e as tentações te assaltarem, sabe que Eu é que fiz isso: lembra que a tua fraqueza exige a assistência do meu poder, reconhece que a segurança consiste em me deixares lutar por ti". (II Cor. 12:9)
Estás em dificuldades? Os outros não te compreendem, não te consideram e até parece que te desprezam? Eu é que fiz isso. Eu, o Deus Supremo, governo de todas as coisas, disponho as circunstâncias com sabedoria e bondade, visando sempre um desfecho feliz que o olhar humano, infelizmente, nem sempre alcança. Tu não te achas nas aperturas atuais por mero acaso. Eu tudo previ e tudo permiti porque tudo dirijo para o teu próprio bem. Não pediste que eu o tornasse cada dia mais humilde? Pois, Nota bem, meu filho, que eu te coloquei na escola onde se aprende e exercita essa virtude rara. As pessoas com quem te encontras, os companheiros que te cercam, embora não o saibam, estão apenas desenvolvendo o meu plano, cumprindo minha vontade a teu respeito. Enfrentas problemas financeiros? Talvez não saibas nem quando, nem como hás de satisfazer os teus compromissos? Eu é que fiz isso. Desejo que aprendas a depender de mim, quero que descubras os meus recursos inesgotáveis e que descanse sossegadamente nas minhas promessas para que nunca te possam dizer: "nem por isso crestes no teu Deus." (Deut. 1:32; Filip. 4:19)
Atravessas uma quadra de tristeza e sofrimento? Eu é que fiz isso. Lembra-te daquele que foi "homem de dores e experimentado nos trabalhos, a fim de que em tudo fosse feito semelhante aos irmãos"  e para que, "naquilo que padeceu, pudesse também socorrer aos que são tentados" (Is 53:3; Heb. 2:17, 18).
Considera que, depois de provado como Ele, tu te tornarás mais útil e mais inteligentemente me servirás no ministério da consolação entre os teus irmãos aflitos. Somente aqueles que aprenderam, pela experiência, a linguagem do sofrimento, podem falar a linguagem do coração. Algum amigo te enganou, desamparando-te na hora que dele mais precisavas? Deixei-te provar essa cruel decepção, para que descobrisse mais perto de ti outros amigos e, acima deles, o amigo verdadeiro que é Jesus. Eu é que fiz isso. Deixei-te desamparado, isolado e solitário a fim de que me procurasse e sentisse, pela primeira vez, sem qualquer mistura, a benção da minha consolação. sim, eu desejei obter a tua confiança plena, e tudo tenho feito para que me constituas o teu maior amigo. (II Tim. 4:16 e 17).
Estás magoado, revoltado, deprimido. Foi alguém que leviana, injusta e perversamente falou a teu respeito? Eu é que fiz isso.Deixe tudo ao meu cuidado, filho. Confia-me sem receio a tua causa. Eu sempre julgo com justiça; não tardo, nem falho. Protejo os fracos e vingo, na hora própria, as injustiças. Chega-te a mim, fica tranquilo; eu te guardarei seguro e intangível das intrigas e das contendas línguas. (Salmo 31:20)
Fracassam teus planos? Eu é que fiz isso. Fizeste os planos sem me ouvires e depois vieste apenas pedir minha bênção. Eu, porém, tenho outros planos sábios e melhores e quero que os aceite. Só assim chamarei a mim toda a responsabilidade, pois a direção da tua vida é tarefa que, sozinho, não podes executar. (Ex. 16:18)
Desejaste muito fazer algum trabalho notável, para me servires e ajustares os homens. Em vez disto te achas hoje numa estação de clima ou talvez, preso num feito de fraqueza e sofrimento. Eu é que fiz isso. Nos dias de incessante atividade procurei e não pude prender tua atenção. E como desejava ensinar-te algumas lições de profunda sabedoria, dos servos mais úteis que tenho tido, retirei da vida ativa e eles, em sossego e segredo, aprenderam agora o manejo difícil da arma poderosa da oração. Talvez inesperadamente sejas chamado para ocupar um cargo de responsabilidade. Estás com medo? Conta comigo, fia-te do meu auxílio porque "por esta causa te abençoará o Senhor teu Deus em toda a obra e em tudo em que puseres a mão". (Deut. 5:10)
Hoje entrego este vaso de óleo santo. Unge-te diariamente com ele. Cada circunstância imprevista, cada interrupção que te irrite, cada palavra que te ofenda, cada revelação de fraqueza tua que te humilhe, deve te achar ungido pela minha graça. Mal vai o homem que não se reveste com meu poder, para os reencontros inevitáveis da vida. Sabe que as contrariedades são instruções divinas para quem repara nelas. A dor se transfigura quando chegas a descobrir o meu querer, meu plano sábio, minha mão em tudo. Aplica, pois, teu coração a todas as palavras que hei dito, porque "nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus". (Deut. 32:46 e 8:3)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Medicina reconhece obsessão espiritual

* Ciência Médica se aproximando e corroborando a Ciência Espiritual.
* Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.

Desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar, biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente corpo e espírito. Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser
humano integral: biológico, psicológico e espiritual. Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na medicina como possessão e estado de transe, que é um item do
CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora. O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade, com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos,
provocados por doença. Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um
sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura - bem como na
interferência de um ser desencarnado das trevas, a obsessão espiritual.
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios. O manual de  estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura. nos diz da Faculdade de Medicina da USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.
 Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas. Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. Na prática clínica, a grande maioria dos pacientes, que são rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns e não
apresentam um desequilíbrio mental, psiquiátrico. Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o ser integral. Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Para Refletir.....

"O erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo a verdade não se torna erro pelo fato de ninguém a ver O Amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha."  Gandhi

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."  ChicoXavier

Precisamos perceber que o planeta terra esta em processo evolutivo constante, e o reconhecimento da obsessão, pela ciência, como doença da alma que reflete no corpo físico, é um grande avanço na busca do homem integral.

domingo, 18 de junho de 2017

A Cara do Brasil

Outro dia, ao chegar ao Rio de Janeiro, tomei um táxi. O motorista, jeito carioca, extrovertido, foi logo puxando papo, de olho no retrovisor.

- A senhora é de Brasília, não é?
- Sim- respondi
- É, eu a reconheci. E como é que a senhora aguenta conviver com aqueles ladrões lá do Planalto Central? Não deve ser moleza. O sujeito disparou a falar de políticos, do tanto que eles são asquerosos, corruptos. Desfiou um rosário de adjetivos comuns à politicagem nacional. Brasília é o palco mais visível dessas mazelas e nem poderia deixar de ser. Afinal, o país inteiro olha para lá. O taxista era só mais um crítico, aparentemente atento. O carro seguia em alta velocidade; a distância parecia esticada. Vi uma
bandeira três disparada. Lá pelas tantas, quando já estávamos dentro de um segundo túnel escuro, o condutor falante sugeriu um "dia sem corrupção".

- Já pensou - disse ele - se uma vez por ano esses homens não roubassem?
- Interessante - a exclamação me escapou aos lábios.
- Sim - continuou entusiasmado -, seria uma economia e tanto. Nessa hora me dei conta de que estávamos percorrendo o caminho mais longo para o meu destino. Chegava a ser irracional, quantia de voltas para acertar o rumo. Deixei.
- Os economistas comentam - tagarelava ele - que somos um país rico. Não deveria existir déficit da previdência, os impostos nem precisariam ser tão altos, o serviço público poderia ser de primeira. O problema é que quanto mais se arrecada, mais escorre pelo ralo, tamanha a roubalheira. Caímos num engarrafamento, cenário perfeito para aquele juiz de plantão tecer mais comentários sobre o malfeito.
- Veja como são as coisas, os riquinhos ociosos da Zona Sul acham que são donos do pedaço e vão embicando seus carros, furando fila, costurando de uma faixa a outra, querendo levar vantagem. A gente, que é motorista de táxi, tem que ficar atento, porque os guardas estão de olho. Mas eles fazem vista grossa para as vans que transportam pessoas ilegalmente. Elas param onde querem, estão tomando os nossos passageiros. Como não tem ônibus para todo mundo e táxi fica caro, muita gente prefere ir de van.
Por falar em "caro", a interminável corrida já estava me saindo um absurdo... Resolvi pontuar algumas coisas:
- Por que o senhor escolheu o caminho mais longo?
Ele tentou justificar:- É que eu estava fugindo do congestionamento.
- Mas acabamos caindo no pior deles - retruquei.
E por que o senhor está usando bandeira três se não tenho bagagem no porta-malas nem é feriado hoje? - Continuei questionando. Ele disse que estava na três para compensar a provável falta de passageiro na volta. Claro que não, eu sabia.
Finalmente, consegui chegar ao endereço pretendido. Paguei com uma nota mais alta e pedi nota fiscal. Ele me devolveu o troco a menos e disse que o seu talão de notas havia acabado.
- Veja como são as coisas, seu moço - emendei. O senhor veio de lá aqui destilando a ira de um trabalhador honesto. No entanto, se aproveitou do fato de eu não saber andar na cidade, empurrou uma bandeirada, andou acima da velocidade permitida, furou sinal, deu voltas, fingiu que me deu o troco certo e diz que não tem nota fiscal!
O brasileiro esperto quis interromper, mas era a minha vez de falar.
- O senhor acha mesmo que os ladrões são aqueles que estão em Brasília? Que diferença há entre o senhor e eles?
Os "homens" do Planalto Central são o extrato fiel da nossa sociedade. Quantos taxistas desse porte vemos dirigindo instituições? Bons de discurso,mas na prática...

Delis Ortiz
repórter especial da TV Globo, em Brasília


Para refletir:

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto".
Rui Barboza

"Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é modo de agir, é um hábito". 
Aristóteles

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Interser

Se você for poeta, verá nitidamente uma nuvem passeando nesta folha de papel. Sem a nuvem, não há chuva. Sem a chuva, as árvores não crescem. Sem as árvores, não se pode produzir papel. A nuvem é essencial para a existência do papel. Se a nuvem não está aqui, a folha de papel também não está. Portanto, podemos dizer que a nuvem e o papel “intersão”. “Interser” é uma palavra que ainda não se encontra no dicionário, mas se combinarmos do radical “inter” como verbo “ser” teremos um novo verbo: Interser.
Se examinarmos esta folha com maior profundidade, poderemos ver nela o sol. Sem o sol, não há floresta. Na verdade, sem o sol não há vida. Sabemos assim que o sol também está na folha de papel. O papel e o sol intersão. E se prosseguirmos em nosso exame, veremos o lenhador que cortou a árvore e a levou a fábrica para ser transformada em papel. E vemos o trigo. Sabemos que o lenhador não pode existir sem o pão de todo dia. Portanto, o trigo que se transforma em pão também está nessa folha de papel. O pai e a mãe do lenhador também estão aqui. Quando olhamos dessa forma, vemos que sem todas essas coisas, essa folha de papel não teria condições de existir.
Ao olharmos ainda mais fundo, também vemos a nós mesmos nesta folha de papel. Isso não é difícil porque, quando observamos algum objeto, ele faz parte de nossa percepção. Sua mente está aqui, assim como a minha. É possível, portanto, afirmar que tudo está aqui nesta folha de papel. Não podemos simplesmente ser sozinhos e isolados, temos de interser com tudo o mais. Esta folha de papel é, porque tudo o mais é.
Imagine que tentemos devolver um dos elementos à sua origem. Imagine tentarmos devolver a luz do sol ao sol.Você acha que a folha de papel ainda seria possível?
Não, sem o sol nada pode existir. Se devolvermos o lenhador à sua mãe, tampouco teremos a folha de papel. O fato é que esta folha de papel é composta apenas de elementos não-papel. Se devolvermos esses elementos que não são papel às suas origens, não haverá papel algum. Sem esses elementos não-papel, como a mente, o lenhador, o sol e assim por diante, não haverá papel. Por mais fina que esta folha seja, tudo o que há no universo está nela.
Texto extraído do livro Paz a cada passo (ThichNat Hanh)

PÉROLAS

“Deus nos fez como unidade. Cuidar da unha do dedão do pé é tão importante e tão santo como cuidar da psiquê, pois somos templo do Espírito Santo. Cuidemo-nos em santidade”.
Telma Sandra

“Não somos como duas metades, pois a metade não volta a ser Unidade. Mas somos Um, Homogêneos, Fundidos e Indivisíveis”.
Débora Almeida

O conceito da Unidade
Penso com amor divino que todos os seres hão nascidos de dentro do espírito universal que a tudo compenetra e a tudo sustém em uma ordem constante e em vida eterna. Portanto todos os seres superiores e inferiores participam de uma mesma vida e formam, nos espaços infinitos, um só corpo cósmico.
OM BHAVANA.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

MOVA-SE!

Viver é um ato de coragem. Viver bem ou mal está em nossas mãos. 
Aprenda que experiências ruins todos têm, mas tenha dignidade de pensar nelas como aprendizado.
Mova-se.
Tome seus bons pensamentos para você. Coloque seus planos em ação. Realize tarefas diárias que o ajudem na sua harmonização física e mental.
Medite.
Tire uns minutos de seu dia para ativar as suas forças internas. Faça uma oração. Respire fundo e pense que tudo passa. Dê um basta no sedentarismo. Ele impacta negativamente na sua saúde e na sua produtividade. Pessoas fisicamente ativas vivem mais e tem mais disposição.
O médico americano, pioneiro da medicina preventiva e criador do Teste de Cooper, KENNETH COOPER, afirmava que “o corpo humano, da mesma forma que necessita de nutrientes, sono e repouso, necessita também de exercícios físicos. O excesso ou a carência destas necessidades faz com que todo o organismo se desequilibre, e onde há falta de equilíbrio há também falta de bem estar pessoal”.
Sem dúvida, um dos maiores males da sociedade moderna é o sedentarismo.
O ritmo de vida das pessoas foi alterado pelas inovações tecnológicas do século XX, que praticamente eliminaram do cotidiano das mesmas, o exercício físico realizado de forma natural, comoandar a pé, subir escadas, andar de bicicleta.
Algumas pessoas não acham tempo para cuidar do corpo. Muitos resolvem praticar alguma atividade física e logo desistem ao menor sinal de desconforto físico.
O empenho para realizar exercícios físicos não deve parar se algum desconforto ou dores iniciais aparecerem. Deve-se insistir, praticar de forma mais leve, mas persistir até tonificar a musculatura. O movimento é típico da vida, assim como a paralização é típica da morte. A falta de movimento nos faz doentes e dependentes física e emocionalmente de outras pessoas.
Se você é um sedentário, faça tudo para realizar uma atividade física, faça tudo para respirar melhor. Procure realizar uma atividade que o leve naturalmente a uma respiração mais efetiva. A prática faz a respiração ser mais forte e profunda. A atividade escolhida não deve causar uma respiração esbaforida ou afoita: natação, caminhada, corrida leve,
ciclismo, são atividades ideais, pois permitem que a pessoa exercite o seu corpo e melhore a sua saúde.
Além destas atividades, algumas práticas milenares, difundidas no mundo inteiro, são bastante benéficas para o bem estar físico e mental do indivíduo, tais como o Tai Chi Chuan.
“A prática do Tai Chi Chuan elimina o estresse, aumenta a concentração, melhora a respiração, ativa a circulação  sanguínea, evita problemas posturais e trabalha os músculos.
Segundo estudos recentes realizados por médicos americanos, de todas as artes terapêuticas, físicas e mentais, o Tai Chi Chuan é a mais suave e a mais fácil de ser aprendido. Seu poder de rejuvenescimento, tanto físico como mental, tem sido
comprovado, pois abaixa a pressão sanguínea, irriga as juntas, estimula a circulação, constrói os músculos e mobiliza o sistema imunológico”.
(fonte: PORTAL SENTIR BEM).

PÉROLAS
“Quando uma pessoa resgata no próprio corpo o poder dado por Deus e tirado pela sociedade, fica espiritualmente forte. E quando alguém fica forte espiritualmente, não engole mais o autoritarismo arrogante que o cerca”.

“Descobri que o corpo não pode ser visto como outra coisa senão como um meio para se chegar a uma sabedoria maior.”
NUNO COBRA, preparador físico.